A Fundação

O troco

"O Livro tem me dado tanto desde que - aos 7 anos - Monteiro Lobato fez de mim uma leitora apaixonada! e, pela vida afora, em noite de insônia, em dia de dor, em hora de paz e prazer de viver, era só eu olhar pro lado e... lá estava Ele.
Mas, feito coisa que tanto companheirismo não bastava, o Livro vai e resolve comparecer todo fim de mês pra pagar minhas contas... É ou não é pra eu me sentir devedora? pra querer dar o troco?"

O prêmio ALMA (Astrid Lindgren Memorial Award) foi o "empurrão" definitivo para Lygia providenciar o troco.

Lygia recebendo o Prêmio ALMA (Astrid Lindgren Memorial Award), em maio de 2004

Lygia Bojunga recebendo o prêmio das mãos da Princesa Victoria (Estocolmo, 26 de maio de 2004).

 

O começo

A FUNDAÇÃO CULTURAL CASA LYGIA BOJUNGA começou suas atividades em junho de 2006. Sua sede é no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, junto à casa onde Lygia mora há muitos anos – casa que se desdobrou: primeiro, surgiu a editora que Lygia criou para seus personagens, depois, a Fundação Cultural, destinada a desenvolver e apoiar projetos ligados ao Livro.

A Fundação não vive de doações nem de patrocínios: é fruto exclusivo do prêmio ALMA, com o qual a Suécia reconheceu a obra literária de Lygia, e dos eventuais lucros da editora Casa Lygia Bojunga.

"Gosto de buscar no que eu faço um jeito de fazer que seja o meu jeito. Então, tento passar pra Fundação (que é pequena, assim como é também a minha editora) o propósito de se manter independente, dentro da maior auto-suficiência possível".

 

Os 7 projetos da
Fundação Cultural
Casa Lygia Bojunga

 

 

1. Paiol de Histórias

É assim que se chama o projeto que inaugurou as atividades da Fundação Cultural.O Paiol está situado no sítio Boa Liga, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro.





Três vezes por semana os aprendizes do Paiol (atualmente 27 crianças e adolescentes pertencentes a comunidades de baixa renda) vão para a Boa Liga, para que, lá, num estreito convívio com a Natureza, e, através de contação de histórias, rodas de leitura, dramatização de livros que lêem, e atividades variadas de interpretação de textos, eles tenham a chance de perceber o quanto o Livro pode fazer pela nossa imaginação, isto é, por nós.

A cada duas semanas um dia extra é acrescentado às atividades dos freqüentadores do Paiol: dia em que, em vez de irem para a Boa Liga, eles vão "ver o mundo": excursionam para Petrópolis, para o Rio, ou outra localidade próxima, a fim de visitar museus, centros históricos, bibliotecas, eventos literários, ou então, apresentam, em alguma escola ou centro cultural próximos, uma atividade artística preparada no Paiol, ou, ainda, convidam as famílias para uma reunião com eles na Boa Liga.

  





"Pra mim, o convívio com o Livro e com a Natureza foi sempre tão essencial, que eu quis começar a Fundação Cultural com um projeto que casasse os dois. Tive a sorte de encontrar uma educadora social, Francisca Valle, que, compartilhando dessa essencialidade, vem se dedicando ao Paiol com amor e garra".

 

2. Mini-bibliotecas básicas / Apoio a quem apóia o Livro

Este é também um projeto inicial da Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga.

Todos os meses a Fundação contribui com algumas dezenas de livros (mínimo de vinte e máximo de cinquenta) para instituições e/ou pessoas que – ou estão criando um projeto bibliotecário, ou querem enriquecer o acervo de uma biblioteca existente com livros que consideram "básicos". A lista dos títulos que desejam é enviada à Fundação e submetida a uma análise. Com poucas exceções, até agora, os pedidos foram atendidos na íntegra.

Parte da disponibilidade financeira da Fundação é usada para apoiar projetos que visam criar leitores. As contribuições feitas pela Fundação (algumas mensais, outras esporádicas) são prestadas, não só a instituições solidamente estruturadas e qualificadas, como a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ, mas também a pequenos e incipientes projetos que tentam formar leitores em comunidades de baixa renda.

 

3. Bolsas de estudo

Este projeto procura "empurrar" aqueles que – dentro das atividades em andamento na Casa Lygia Bojunga – têm manifestado mais interesse pelo Livro.

As bolsas pagam as despesas com escola, ou faculdade, mais os livros necessários aos estudos dos contemplados.

 

 

4. A Árvore e seus companheiros

O plantio de árvores começou na vida de Lygia muito antes da Fundação Cultural. Hoje, a maior parte da Boa Liga pertence a uma floresta que vem sendo preservada e incrementada há longos anos. Agora, a Fundação deu início a um pequeno projeto que busca companheiros para as próximas árvores a serem plantadas.

 

 

"Sempre adorei sentar num banco à sombra de uma árvore. Pra ler, pra pensar, pra namorar, pra descansar. Nas minhas moradas, era só arrumar um espaço legal que eu já providenciava uma árvore e um companheiro pra ela: o banco. Que bom que era me sentar naquela sombrinha! que bom que sempre foi. Nas minhas andanças "por aí", que bom e raro era aquele momento, quando, de repente, eu dava com um banco se oferecendo. E que encantamento quando eu via, junto dele, uma árvore estendendo sua sombra!

Acho que agora é tempo pra tentar que mais pessoas encontrem "por aí" um banco à sombra de uma árvore. Pra ler, pra pensar, pra...".

Os demais companheiros da árvore são os "padrinhos" e "madrinhas", ligados à Casa Lygia Bojunga, que vão se encarregar da manutenção dos bancos e do plantio e cuidados com a árvore plantada.

 





 

5. Um encontro com a Boa Liga

É uma ampliação do projeto que deu início ao Paiol de Histórias. Além das oficinas de teatro, novas atividades foram surgindo: reciclagem/papel artesanal; visitas de professores, ambientalistas e pessoas ligadas ao Livro – não só para uma troca de ideias, mas, também, para fazerem oficinas e palestras no Paiol. As visitas, dentro deste projeto maior, que recebeu o nome de Um Encontro com a Boa Liga, podem ter a duração de algumas horas, de um dia inteiro, ou mais.

 

6. Um novo nicho pra Santa

 

 

"Já não são poucas as vezes que falei e escrevi sobre Santa Teresa (Santa, pros mais íntimos) – este velho bairro do Rio, que esconde tantos nichos encantadores, erguidos e/ou preservados por aqueles que amaram e amam os paralelepípedos destas ruas, as vistas deslumbrantes destes altos, o ruído dos bondes correndo nos trilhos, as ladeiras e ruelas silenciosas, e a atmosfera única – misto de recolhimento/arte/cidadinha do interior) – que, apesar de já poluída pela violência que se instaurou na cidade, ainda se respira por aqui.

Há pouco tempo comecei a criar um novo nicho pra Santa: um espaço que uma amiga batizou de "A Santa da Lygia". A intenção do projeto é levantar um retrato do que Santa foi e é pra mim. Desde o tempo da Santa que eu conheci nos meus dezenove anos, quando iniciei uma carreira de atriz no Teatro Duse, passando, depois, pela Santa que, um dia, Peter e eu descobrimos pra morar, até a Santa de hoje, quando, a casa que tem sido minha morada há tanto tempo, se desdobrou numa Editora e numa Fundação Cultural."
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7. Encontros Literários

Grupo de leitura semanal para aqueles que apreciam ou querem conhecer a obra de Lygia Bojunga.
O que caracteriza a literatura desta escritora? Como se coloca o desejo nas suas narrativas? Que identificações estabelecemos na leitura de suas obras?
Nos Encontros você terá a oportunidade, não só de desenvolver seu nível analítico de leitura, mas também de extrair mais prazer, conhecimento e informação do mundo dos livros.

 



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tel.:(21)2222-0266 - lbojunga@ig.com.br

 
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